Governo de Mato Grosso

Cidadão

Informações de Saúde

Conteúdo

Doenças crônicas não degenerativas

Definição

Doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) é a definição dada ao grupo de patologias caracterizadas por doenças não infecciosas, que requer um longo período clinico de tratamento e são irreversíveis.

Duração da Doença

As doenças crônicas não degenerativas são de longa duração e por esta razão levam um maior tempo para serem tratadas e em alguns casos, não tem cura.

Causas

A maioria dessas doenças está relacionada ao avanço da idade e ao estilo de vida - hábitos alimentares, sedentarismo e estresse, situações características das sociedades contemporâneas.

Grupo das DCNT

O grupo das DCNT compreende majoritariamente doenças circulatórias, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas. As doenças do aparelho circulatório têm na arterosclerose a principal causa e se manifesta por doença arterial coronariana, doença cerebrovascular e de vasos periféricos.

Fatores de risco

As muitas doenças deste grupo têm fatores de risco comuns e demandam por assistência continuada de serviços e custo progressivo. De acordo com a OMS, um pequeno conjunto de fatores de risco, como tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, dietas inadequadas e a inatividade física, responde pela grande maioria das mortes por DCNT.

Prevenção

 Apesar desta realidade, as doenças crônicas podem ser prevenidas e controladas, possibilitando ao portador viver com qualidade. É importante a compreensão da doença e seguir o tratamento recomendado pelo médico, fazendo o uso de medicamentos e incluindo muitas vezes a mudança do estilo de vida, que requer a adoção de dieta, a prática de exercícios e de hábitos mais saudáveis.

Fonte: Área Técnica de Doenças Crônicas Não Transmissíveis

Faça o seu Questionário: Risco de ter Diabetes

Acesse: http://www.telessaudesp.org.br/programa/diabetes/riscodiabetes.aspx

Hanseníase

A Cura começa pelo Olhar 

Definição 

A Hanseníase é uma doença infecciosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae que afeta os nervos e a pele e que provoca danos severos. O nome hanseníase é devido ao descobridor do microorganismo causador da doença Gerhard Hansen. 

Transmissão

A hanseníase é transmitida por gotículas de saliva. O bacilo é eliminado pelo aparelho respiratório da pessoa doente na forma de aerossol durante o ato de falar, espirrar ou tossir. Por isso é importante examinar todas as pessoas que moram ou convivem com a pessoa doente. Importante destacar: após iniciado o tratamento a pessoa não transmite mais a doença. 

Sintomas 

Os principais sinais e sintomas são manchas ou lesões de pele com alteração de cor (esbranquiçadas ou avermelhadas) e de sensibilidade ao calor, frio, à dor ao toque, muitas vezes com perda de pelos e dormência, em locais como mãos e pés. 

Diagnóstico 

O diagnóstico da hanseníase é simples feito por exame clínico, nas unidades básicas de saúde ou pelas equipes do Programa de Saúde da Família (PSF). O tratamento é feito apenas pelo SUS e o medicamento fornecido pelo Ministério da Saúde. O diagnóstico precoce da hanseníase e seu tratamento adequado evitam a evolução da doença e impedem a instalação de incapacidades físicas e deformidades que são responsáveis pelo preconceito e pelo estigma.

 Procure a unidade de saúde mais próxima de casa e faça o exame. 

Prevenção 

Examine sua pele, mãos e pés regularmente e fique atento para quaisquer manchas ou diminuição de força.  A maneira mais eficaz de prevenir as deficiências em decorrência da hanseníase, bem como a prevenção da transmissão da doença ainda está no diagnóstico precoce e no tratamento de todos os casos. 

Mato Grosso se Mobiliza no Controle da Hanseníase 

 O Estado de Mato Grosso descobriu 2.110 casos novos da doença em 2012 e entre eles 111 crianças ou menores de 15 anos. Hanseníase em menores de quinze anos significa que elas estão recebendo alta carga de bacilos, convivendo com adultos com hanseníase sem estarem tratando. Daí a importância de se achar todos os casos e tratar todos oportunamente impedindo a transmissão da doença e protegendo nossas crianças. 

O dia 27 de Janeiro, a 60 anos em todo o mundo é dedicado à pessoa com Hanseníase. Para a Organização Mundial de Saúde a hanseníase faz parte do núcleo das Doenças Negligenciadas conhecidas não só porque prevalecem em condições de vida precárias, mas também contribuem para a manutenção do quadro de desigualdade, já que representam forte entrave ao desenvolvimento dos países.

Mato Grosso tem trabalhado no sentido de mobilizar a sociedade civil organizada e demais órgãos públicos na união de forças para facilitar o acesso à informação, ao diagnóstico que é fácil e ao tratamento eficaz de todos os casos de hanseníase gratuitamente em toda rede do SUS.

Durante o mês de janeiro serão promovidas várias atividades em alusão a data incluindo palestras, debates, teleconferências e mobilização social em geral. O principal objetivo é levar à comunidade a sociedade civil organizada e aos profissionais da saúde informações relevantes sobre a doença e de como se prevenir deste agravo.

As campanhas de sensibilização e informação sobre a hanseníase são importantes na promoção da saúde das comunidades e no combate ao preconceito. Hanseníase não é hereditária e tem cura.

Fonte: Área Técnica PECH-SES-MT

Doação de Sangue 

O Que é Doação de Sangue 

Doação de sangue consiste no processo pelo qual um doador voluntário permite que o seu sangue seja coletado para armazenamento em um banco de sangue ou hemocentro para uso subsequente em uma transfusão de sangue. Doara sangue consiste numa atitude simples, solidária e que pode salvar vidas. 

Quem Pode Doar Sangue 

Existem critérios determinados por Normas Técnicas do Ministério da Saúde que permitem ou que impedem uma doação de sangue. A finalidade é a proteção do doador e a segurança do paciente que vai receber sangue. É importante que o doador sinta-se bem e com saúde, com idade entre 16 e 67 anos, pese igual ou superior a 50kg. 

  • Candidatos a doador com 16 e 17 anos, somente poderá doar sangue com autorização dos pais na data da doação. 
  • O Limite de idade para a primeira doação é de 60 anos. Acima de 60 anos são permitidas somente 2 doações no período de 12 meses, com intervalo mínimo de 6 meses entre uma e outra doação. 

Exames Realizados na Doação de Sangue 

Em cada doação são realizados exames laboratoriais que incluem pesquisa para Hepatite B e C, Doença de Chagas, HIV, Sífilis, HTLV I/II, Tipagem Sanguínea e fator RH. Alguns fatores (alimentação gordurosa, parasitoses, medicamentos, etc) podem interferir nos mesmos, causando resultados falsos. Havendo qualquer alteração, o doador será convocado por carta para confirmação de exames, não devendo isso ser motivo de preocupação. 

Como é Uma Doação de Sangue 

  • O doador deve ser cadastrado
  • É realizado teste de anemia e verificada a pressão arterial, pulso, temperatura e peso
  • É feita uma entrevista com o doador de forma individual e sigilosa
  • A coleta de sangue dura no máximo 15 minutos. O material utilizado é estéril e descartável
  • Não há risco de contrair doenças doando sangue
  • Após a doação, o doador recebe um lanche 

O Que Fazer no Dia da Doação

  • Levar documento oficial com foto
  • Santir-se bem e com saúde
  • Estar alimentado, evitando alimentos gordurosos
  • Ter dormido pelo menos 6 horas
  • Não ter ingerido bebida alcoólica 12 horas antes da doação
  • Não ter exposto a situação de risco acrescido para transmissão de doenças transmissíveis pelo sangue 

Intervalo Entre as Doações de Sangue 

As mulheres podem doar de 3 em 3 meses e os homens de 2 em 2 meses, respeitando a frequência máxima admitida de 4 doações em 12 meses para homens e 3 para as mulheres. 

Informações Importantes 

A doação de sangue não faz mal a saúde, não engorda nem emagrece, não vicia, não transmite doença, não afina e nem engrossa o sangue. O doador de sangue possui em média 5 litros de sangue, sendo coletado na doação apenas 450 ml de sangue. 

Fonte: Folder Educativo MT-Hemocentro 

HIV/AIDS

Definição 

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da AIDS ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a AIDS. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. 

Transmissão 

 O vírus da AIDS pode ser transmitido pelas relações sexuais desprotegidas, isto é: sexo oral, vaginal e anal, sem camisinha, pelo compartilhamento de seringas, agulhas contaminadas e também pela mãe infectada que pode transmitir o vírus para o filho durante a gravidez e amamentação. 

Sintomas 

Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, com febre e mal-estar. Por isso, muitos casos passam despercebidos. Com a evolução da doença os sintomas mais comuns são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento. 

Fases da AIDS 

Quando ocorre a infecção o sistema imunológico começa a ser atacado. A primeira fase é chamada de infecção aguda, ocorrendo a incubação do HIV, variando de 3 a 6 semanas, até o surgimento dos primeiros sinais da doença. A próxima fase é marcada pela interação entre as células de defesa e as mutações do vírus, podendo durar muitos anos, pois o vírus amadurece e morre de forma equilibrada e por isso muitos casos são chamados de assintomáticos.

Com os frequentes ataques, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência e passam a ser destruídas. A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos glóbulos brancos do sistema imunológico causando fraqueza do organismo e devido a essa baixa imunidade aparece às doenças oportunistas podendo ser estas as hepatites virais, tuberculose, toxoplasmose, alguns tipos de câncer.

Tratamento

É importante o acompanhamento clínico de uma equipe multiprofissional que se encontra disponível no Serviço de Assistência Especializada - SAE tanto para pessoas vivendo com HIV ou AIDS - PVHA (assintomáticos e ou sintomáticos em uso de medicamentos antiretrovirais).

É preciso avaliar a evolução clínica do paciente e por isso é necessário a realização de exames periódicos e a utilização correta dos medicamentos. O sucesso do tratamento depende de uma boa adesão.

Exames

Após a sorologia positiva para o HIV, o paciente será encaminhado para um SAE mais próximo de sua residência e serão solicitados exames de rotina: Carga Viral, CD4, CD8, hemograma completo, fezes, urina, testes para hepatites B e C, tuberculose, sífilis, dosagem de açúcar e gorduras (glicemia, colesterol e triglicerídeos), avaliação do funcionamento do fígado, rins, raios X do tórax.

Outros dois exames fundamentais para avaliação clínica são os de contagem dos linfócitos (Cd4 e Cd8) e Carga Viral para quantificar o HIV no sangue. A frequência de consultas e exames são determinadas pela equipe do SAE, a fim de controlar o avanço da doença e determinar para cada caso o tratamento mais adequado.

Os exames devem ser feitos no próprio serviço SAE- Serviço de Assistência Especializada em que a pessoa é acompanhada. 

Quem Deve Fazer os Testes de AIDS, SÍFILIS e HEPATITE B e C 

Os testes são indicados para qualquer pessoa que passou por alguma situação de risco (manteve relação sexual oral, vaginal ou anal sem uso de camisinha), teve alguma doença sexualmente transmissível - DST ou tuberculose ou compartilhou agulhas ou seringas quando em uso de drogas injetáveis, em serviços de tatuagens, colocação de percing ou materiais de manicure/pedicure. 

Onde Fazer os Testes?  

Em uma Unidade de Saúde da Família ou no CTA - Centro de Testagem e Aconselhamento. Ligue 136 ou acesse www.aids.gov.br 

Não Pegas AIDS: 

  • Sexo com camisinha
  • Compartilhamento de talheres e copos
  • Aperto de mão ou abraço
  • Doação de sangue
  • Masturbação a dois
  • Piscina, banheiro ou pelo ar
  • Pelo suor ou lágrima

 Fonte: http://www.aids.gov.br/

 

Programa de Controle do Tabagismo

Tratamento

A pessoa que queira parar de fumar precisa procurar uma unidade de saúde mais próxima para saber se o tratamento é ofertado.
A proibição do consumo em ambientes fechados tem como respaldo a Lei Federal 12.546 de 14 de dezembro de 2011 e a Lei Estadual 9.550/2011.

Protocolo do Programa

O protocolo prevê, além de consultas, a abordagem cognitivo-comportamental, tendo em vista que a distribuição de medicamentos não garante a eficácia no tratamento.

Ações executadas pelo Programa

As ações de promoção e a prevenção subdividem-se em ações pontuais e ações contínuas:

 

  • Ações pontuais: os municípios são estimulados a desenvolver ações de mobilização junto à população, a exemplificar o "Dia Mundial sem Tabaco" - 31 de maio e "Dia Nacional de Combate ao Fumo" - 29 de agosto, tendo ainda o suporte do Instituto Nacional de Câncer com alguns materiais educativos.
  • Ações contínuas: representam a implementação estruturada de informações relativas aos males causados pelo tabaco tendo como canais preferenciais: unidades de saúde, escolas e ambientes de trabalho. As unidades de saúde, especialmente aquelas que oferecem tratamento, precisam fazer adequações a fim de proibir o consumo de tabaco em suas dependências. Nas escolas as informações referentes aos males causados pelo consumo de tabaco e a associação com as doenças crônicas, podem ser planejadas juntamente com a equipe do Programa Saúde na Escola. Nos ambientes de trabalho, aos responsáveis pela saúde dos trabalhadores compete estimular a adoção de hábitos saudáveis. Essas estratégias de atuação fazem parte das capacitações de profissionais de saúde, competência de estados e municípios.

 

Objetivo

O Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) tem como objetivo reduzir a morbimortalidade causada pelo tabaco através de ações que envolvam prevenção, promoção e recuperação.

Adesão ao Programa

Para oferecer o procedimento, a unidade de saúde precisa fazer a adesão através do PMAQ Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ). Ressalta-se que o estado não tem autonomia para definir as unidades que oferecerão o serviço.
A implementação relacionada ao tratamento do tabagista, cabe às Secretarias Municipais de Saúde e as diretrizes são definidas pela Portaria 571 de 05 de abril de 2013.
A Secretaria Estadual de Saúde dá suporte às capacitações, consolida as informações provenientes dos municípios e encaminha ao Ministério da Saúde.

Doação de Órgãos

O que é doação de órgãos

Doação de órgãos e tecidos consiste na remoção de órgãos e tecidos do corpo de uma pessoa que recentemente morreu (doador cadáver) ou de um doador voluntário (doador vivo), com o propósito de transplantá-lo ou fazer um enxerto em outras pessoas vivas.

Tipos de doador

Há dois tipos de doador: o vivo e o falecido.

 

  • Doador vivo: qualquer pessoa saudável que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, da medula óssea e do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores, não parentes só com autorização judicial.
  • Doador falecido: são pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de dano cerebral irreversível, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

 

Como ser um Doador

O doador no Brasil não precisa deixar nada por escrito, em nenhum documento. Basta conversar com a família sobre o desejo de ser doador e a doação acontecerá após autorização familiar.

Órgãos e tecidos que doados

Coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rins, córneas, vasos, pele, ossos e tendões. Portanto um único doador pode salvar muitas vidas. A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico, como qualquer outra cirurgia.

Destino dos órgãos

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de transplante e aguardam em lista única.

Diagnóstico de morte encefálica

O diagnóstico de morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. O paciente é examinado por dois médicos diferentes, com comprovação de exame complementar, que é interpretado por um terceiro médico. Não existe dúvida quanto ao diagnóstico.

O corpo do doador não fica deformado

A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra, não deformando o corpo do doador, que poderá ser velado normalmente.

Fonte: Folder educativo - Seja um doador de órgãos. Seja um doador de vidas. MS-Brasil - www.saude.gov.br