SES discute com o Ministério da Saúde descentralização dos soros antivenenos em áreas indígenas
Ascom | SES-MT
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e o Ministério da Saúde realizaram, de segunda a quarta-feira (18 a 20.5), uma reunião técnica para discussão do Plano de Trabalho relacionado ao processo de descentralização dos soros antivenenos em áreas indígenas do Estado, além do aperfeiçoamento das estratégias de diagnóstico e tratamento de acidentes por animais peçonhentos.
O encontro reuniu representantes da Secretaria e do Ministério da Saúde, entre profissionais dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), assistência, vigilância em saúde, referências técnicas e demais parceiros envolvidos na atenção às populações indígenas e no manejo clínico dos acidentes por animais peçonhentos.
“A iniciativa tem o intuito de ampliar o acesso aos soros antivenenos em regiões de difícil acesso, especialmente em territórios indígenas, reduzindo o tempo de resposta aos atendimentos e contribuindo para a diminuição da morbimortalidade em emergências ocasionadas por acidentes peçonhentos”, avaliou o superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Marcos Roberto Arcanjo Dias.
De acordo com a coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental da SES, Marlene Barros, a descentralização dos soros já vem ocorrendo em alguns Estados da Amazônia Legal e será um importante avanço em Mato Grosso para garantir maior equidade no acesso à saúde às populações indígenas, promovendo resposta mais rápida e qualificada às emergências.
“Para a descentralização dos soros antivenenos, todos os profissionais da saúde indígena terão que ser capacitados e as unidades de saúde indígenas cumprir normas e protocolos para poder receber este tipo de insumo”, afirmou.
O fortalecimento das ações de vigilância, prevenção e assistência é fundamental para reduzir riscos e assegurar atendimento adequado às populações mais vulneráveis do Estado.
“Porque, muitas vezes, as aldeias ficam muito mais distantes das unidades hospitalares e a maioria das vítimas de acidentes por animais peçonhentos chega já em estado grave. Então é preciso acelerar os atendimentos”, concluiu.
Durante a reunião, foram debatidas estratégias para organização logística, armazenamento, distribuição e utilização segura dos soros, bem como fluxos de atendimento, qualificação das equipes de saúde e fortalecimento da integração entre vigilância e assistência.

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