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Hanseníase

Definição 

A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, de evolução crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Atinge principalmente a pele, as mucosas e os nervos periféricos, com capacidade de ocasionar lesões neurais, podendo acarretar danos irreversíveis, inclusive exclusão social, caso o diagnóstico seja tardio ou o tratamento inadequado. As lesões neurais decorrentes conferem à doença um alto poder incapacitante, principal responsável pelo estigma e discriminação às pessoas acometidas pela doença. A infecção por hanseníase acomete pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade. Entretanto, é necessário um longo período de exposição à bactéria, sendo que apenas uma pequena parcela da população infectada realmente adoece. O Brasil ocupa a 2ª posição do mundo entre os países que registram casos novos. Em razão de sua elevada carga, a doença permanece como um importante problema de saúde pública no país, sendo de notificação compulsória e investigação obrigatória.  

Quais são os principais sinais e sintomas da hanseníase?

Os sinais e sintomas mais frequentes da hanseníase são:

Manchas (brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas) e/ou área (s) da pele com alteração da sensibilidade térmica (ao calor e frio) e/ou dolorosa (à dor) e/ou tátil (ao tato);

Comprometimento do (s) nervo (s) periférico (s) – geralmente espessamento (engrossamento) –, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas;

Áreas com diminuição dos pelos e do suor;

Sensação de formigamento e/ou fisgadas, principalmente em mãos e pés;

Diminuição ou ausência da sensibilidade e/ou da força muscular na face, e/ou nas mãos e/ou nos pés;

Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.

Como a hanseníase é transmitida?

A transmissão ocorre quando uma pessoa com hanseníase, na forma infectante da doença, sem tratamento, elimina o bacilo para o meio exterior, infectando outras pessoas suscetíveis, ou seja, com maior probabilidade de adoecer. A forma de eliminação do bacilo pelo doente são as vias aéreas superiores (por meio do espirro ou tosse), e não pelos objetos utilizados pelo paciente. Também é necessário um contato próximo e prolongado. Os doentes com poucos bacilos – paucibacilares (PB) – não são considerados importantes fontes de transmissão da doença, devido à baixa carga bacilar. Já as pessoas com muitos bacilos – multibacilares (MB) – constituem o grupo contagiante, mantendo-se como fonte de infecção enquanto o tratamento específico não for iniciado. A hanseníase apresenta longo período de incubação, ou seja, o tempo em que os sinais e sintomas se manifestam desde a infecção. Geralmente, esse período dura em média de dois a sete anos; porém, há referências a períodos inferiores a dois e superiores a dez anos. O diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a investigação de contatos que convivem ou conviveram, residem ou residiram, de forma prolongada, com caso novo diagnosticado de hanseníase são as principais formas de prevenção.

Área Técnica 

Fisioterapeutas - Ingridh Farina da Silva e Patricia Lohanna de Souza Nunes 

Email: hanseniase@ses.mt.gov.br

Publicações

Fichas, protocolos e formulários de notificações e transferência:

anexo I Ficha De Notificação Investigação Hanseníase.

anexo II Menor 15 anos.

anexo VI Ficha Investigação de Suspeita de Recidiva.

anexo VII Ficha Vig. Contatos Intradomiciliares.

Ficha transferência hanseníase oficial.

Formulário para Avaliação Neurológica Simplificada e Classificação do Grau de Incapacidade Física em Hanseníase.

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hanseníase.

Formulário de Investigação de Incapacidade Física em Menores de 15 anos (sistema GIF II 15 anos).

Hanseníase - livro controle pacientes.

Guias e manuais em Hanseníase

Ano 2010 Guia de Apoio Para Grupos de Autocuidado em Hanseníase.

Ano 2010 Guia de Procedimento Técnico Baciloscopia em Hanseníase (2010).

Ano 2010 Orientações Para Corticosteroides Hanseníase (2010).

Ano 2019 Novo Atlas de Hansníase 2019.

Ano 2022 Guia Vigilância Saúde 5ed ver 2022.

Ano 2022 Manual de Tabulação Ver. Final 07.04.22.

Cadernos de Prevenção e Reabilitação em Hanseníase

Manual Prevenção Incapacidades.

Manual Condutas Úlcera Hanseníase.

Manual Condutas Oculares Hanseníase.

Manual Reabilitação Cirurgia Hanseníase.

Manual Adaptações Palmilhas Calçados.

Autocuidados em Hanseníase

Ano 2010 Autocuidado Hanseníase Face Mãos Pés.

Ano 2010 Eu me cuido vivo melhor.

Ano 2010 Guia de Apoio Para Grupos de Autocuidado em Hanseníase.

Talidomida

Ano 2014 Talidomida Orientação Para Uso Controlado (2014).

Ano 2020 Cartilha talidomida isbn.

Ano 2022 Folder talidomida1 gráfica.

Controle da Hanseníase 

Ano 2008 Como Ajudar Controle Hanseníase.

Ano 2020 Caderneta de Saúde da Pessoa Acometida pela Hanseníase.

Ano 2020 Hanseníase conhecendo estigma, discriminação e os direitos das pessoas acometidas pela hanseníase.

Ano 2022 Avanços laboratoriais na Hanseníase teste rápido de apoio diagnóstico na APS.

Estigma e Discriminação

1. Álbum Hanseníase.pdf

2. Hanseníase Direitos e Deveres.pdf

3. Livreto Opas Final Curvas 2021.pdf 

Equipe

Nova Equipe da hanseníase 2022.

Capacitações

1.CURSO BÁSICO DE HANSENÍASE.

2.CURSO: HANSENÍASE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (40 HORAS ).

3.INCLUSÃO SOCIAL POR MEIO DO ENFRENTAMENTO AO ESTIGMA E DA DISCRIMINAÇÃO (10 HORAS).

4.O PROGRAMA DE HANSENÍASE NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE NO BRASIL.