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Influenza

Definição 

A influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. É de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais, podendo também causar pandemias. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de influenza podem variar de quadros leves a graves e podem levar ao óbito. A doença é uma infecção respiratória aguda, causada por diferentes vírus, dentre eles A e B. O vírus A está associado a epidemias e pandemias, tem comportamento sazonal e apresenta aumento no número de casos entre as estações climáticas mais frias. Habitualmente, em cada ano, circula mais de um tipo de influenza concomitantemente (exemplo: influenza A (H1N1) PDM09, influenza A (H₃N₂) e influenza B). Dependendo da virulência dos vírus circulantes, o número de hospitalizações e mortes aumenta substancialmente, não apenas por infecção primária, mas também pelas infeções secundárias por bactérias.

 Principais Sintomas

  • Febre (38 °C) com duração em torno de 3 dias;
  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Mialgia (dor nos músculos) e calafrios;
  • Tosse seca;
  • Dor de garganta, garganta seca e rouquidão;
  • Espirros e coriza, pele quente e úmida;
  • Sintomas gastrintestinais (diarreia);
  • Astenia (fraqueza);
  • Náuseas.

OBS: A síndrome gripal (SG) se caracteriza pelo aparecimento súbito de febre, cefaleia, dores musculares (mialgia), tosse, dor de garganta e fadiga. Nos casos mais graves, geralmente, existe dificuldade respiratória e há necessidade de hospitalização. Nesta situação, denominada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), é obrigatória a notificação às autoridades de saúde.

 Transmissão

A transmissão ocorre, principalmente, de pessoa para pessoa, por meio de gotículas respiratórias produzidas por tosse, espirros ou fala de uma pessoa infectada para uma pessoa suscetível. A transmissão por aerossol também pode ocorrer com o vírus influenza. A transmissão pode ainda ocorrer através do contato direto ou indireto com secreções respiratórias, ao tocar superfícies contaminadas com o vírus da gripe e, em seguida, tocar olhos, nariz ou boca. É elevada em ambiente domiciliar, creches, escolas e em ambientes fechados ou semifechados, dependendo não apenas da infectividade das cepas, mas também do número e intensidade do contato entre pessoas.

Condições e fatores de risco para complicações

Gestantes (em qualquer idade gestacional) e puérperas (até 2 semanas após o parto, incluindo aborto ou perda fetal).

Idosos ≥ 60 anos.

Crianças < 5 anos, com maior risco em menores de 2 anos, especialmente < 6 meses.

População indígena aldeada ou com dificuldade de acesso.

Menores de 19 anos em uso prolongado de ácido acetilsalicílico (risco de síndrome de Reye).

Pessoas com as seguintes condições:

  • Pneumopatias (incluindo asma).
  • Tuberculose.
  • Cardiovasculopatias (exceto hipertensão arterial sistêmica).
  • Nefropatias e hepatopatias.
  • Doenças hematológicas (ex.: anemia falciforme).
  • Distúrbios metabólicos (ex.: diabetes mellitus).
  • Transtornos neurológicos ou do desenvolvimento com risco de aspiração (ex.: paralisia cerebral, síndrome de Down, epilepsia).
  • Imunossupressão (medicamentos, quimioterapia, HIV, neoplasias).
  • Obesidade (IMC ≥ 40 em adultos).

Tratamento

Pessoas com gripe devem beber bastante água e descansar. A maioria das pessoas se recuperará dentro de uma semana. Os medicamentos antivirais para a gripe podem reduzir complicações e óbitos graves, embora os vírus da gripe possam desenvolver resistência aos medicamentos. Eles são especialmente importantes para grupos de alto risco. Idealmente, essas medicações precisam ser administradas precocemente (dentro de 48 horas após o início dos sintomas).

Prevenção

  • Lavar das mãos com frequência, por 15 segundos, ou usar álcool

à (70%), em especial ao retornar para casa, antes de preparar e/ou

consumir qualquer alimento, após tossir ou espirrar,

enxaguando abundantemente e secando com toalha limpa;

  • Lavar também os brinquedos das crianças mesmo quando não

estiverem visivelmente sujos;

  • Restringir contato de familiares portadores de doenças crônicas

e gestantes com o doente, cuja utilização de máscara pelo

doente é obrigatória;

  • Evitar aglomerações de pessoas em ambientes fechados, em

especial durante a epidemia;

  • Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies;
  • Evitar sair de casa enquanto estiver em período de

transmissibilidade da doença (até 5 dias após o início dos

sintomas);

  • Os grupos de riscos devem ser vacinados contra influenza para a

prevenção da doença e suas consequências.

 Vacina

A vacina influenza é uma das medidas de prevenção mais importantes para proteger contra a doença, além de contribuir na redução da circulação viral na população, bem como suas complicações e óbitos, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco. Neste contexto, a campanha de vacinação consiste em uma ação de interesse nacional, sendo os grupos prioritários atores sociais importantes no processo de prevenção e controle da doença. 

Área Técnica

Fisioterapeuta - Michel Belmonte 

Email: gevepi@ses.mt.gov.br

Publicações

1. Nota Técnica - Critérios para admissão de pacientes de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) Covid-19 e Influenza nas unidades hospitalares de Mato Grosso.

2. Instrutivo SRAG Hospitalizado.

3. Ficha SRAG Hospitalizado.

4. Instrutivo FICHA SG.

5. Nota Técnica de recomendação para diluição do Fosfato de Oseltamivir (Tamiflu®).

6. Protocolo tratamento de Influenza 2017.

7. Guia Laboratorial de Vigilância em Influenza no Brasil.

8. Guia de Manejo e Tratamento - Influenza 2023.

Arquivos

1. Dúvidas Influenza.

2. Dúvidas - Vacina Influenza.