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REUNIÃO ORDINÁRIA DO MÊS DE MARÇO DE 2026 DO CES – MT
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REUNIÃO ORDINÁRIA DO MÊS DE DEZEMBRO DO CES – MT
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REUNIÃO ORDINÁRIA DO MÊS DE DEZEMBRO DO CES – MT  Data: 03 de dezembro de 2025, às 14h. Endereço: Hotel Fazenda Mato Grosso - Endereço - Rua Antônio Dorileo, 1100, Coxipó...

Reunião Ordinária do mês de novembro/25
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Território e Moradia: Onde moram teus irmãos?

09/04/2026

A questão da terra para os povos originários do Brasil vai muito além da posse imobiliária; trata-se de uma condição essencial para a sua vida. No marco da Semana dos Povos Indígenas 2026 , o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) traz à tona a reflexão central: "Onde moram nossos irmãos?". A provocação conecta a causa territorial indígena ao tema da Campanha da Fraternidade deste ano, que aborda a fraternidade e a moradia.

O Cimi aponta a existência de cerca de 119 povos isolados, chamados de "Povos Livres", no Brasil. A continuidade da vida desses grupos fica absolutamente comprometida e inviável sem a floresta preservada.

A territorialidade indígena no Brasil não é única; ela é plural e enfrenta ameaças distintas em cada contexto, no Cerrado maranhense, a aldeia Porquinhos abriga indígenas do povo Canela Apānjekra. O grupo mantém suas ocupações tradicionais com vias concêntricas e ruas radiais em torno de um pátio central. No entanto, a terra indígena, cercada pela mata, sofre com o avanço de monocultivos, pastagens e carvoarias.

Como resposta à morosidade do Estado brasileiro na demarcação de suas terras, diversos povos que foram vítimas de esbulho possessório protagonizam atos de resistência reocupando suas áreas ancestrais.

Quase metade dos povos indígenas vive hoje em contextos urbanos, frequentemente em bairros precariamente urbanizados ou áreas de risco. A cidade alcançou esses povos, que também migram buscando vida digna após serem impelidos pela falta de assistência pública ou expulsos por conflitos territoriais. Na Grande São Paulo, por exemplo, indígenas do povo Pankararé garantem seu sustento cultivando hortas sob os fios de torres de alta tensão.

Um dos símbolos mais marcantes da violência e da luta indígena foi Damiana Cavanã, que faleceu aos 84 anos à beira de uma rodovia, com a esperança de um dia conseguir voltar pra casa o Apyka’i.

Damiana viveu anos em um pedaço de terra comprimido entre a estrada e a monocultura de cana, abrigada sob uma lona preta. Sofrendo despejos, ela recolhia e enterrava no próprio território os corpos de parentes atropelados na rodovia. Para ela, moradia não se resumia a uma casa física, mas englobava o conjunto de elementos ao redor: cada planta salva, os animais que cruzavam o local e os espíritos que ali permaneciam. Hoje, a comunidade de Apyka'i é um grande símbolo da luta territorial e da violência contra os originários do Brasil.

A Urgência da Demarcação

O reconhecimento legal do território é o pressuposto não apenas para a memória histórica de cada povo indígena, mas para o seu futuro. Atualmente, essa luta é árdua: demora-se, em média, mais de trinta anos para se demarcar um território no país, e a maioria dos casos só avança após processos de judicialização.

A letargia na regularização fundiária fomenta a insegurança, a exploração ilegal dos recursos e intensifica a violência. 

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